Pesquisa do Palavrório

11.1.05

Sotaque

Curitibano que sou, tenho um sotaque pra lá de carregado, como qualquer pessoa que me ouviu falar o número sete, ou falar do Vanhone (candidato derrotado à prefeitura de Curitiba, que na verdade se chama Vanhoni), navegar na internete, ter um blogue e consultar um adevogado.

Até hoje, a frase típica para se tirar sarro de um curitibano e seu sotaque era a “leiTe quenTe dói no denTe da genTe”. Dizem que o curitibano por excelência estala o te de uma maneira que dói no ouvido, muito mais do que no dente.

Mas a frase é meio ambígua. Afinal, os gaúchos também puxam o te barbaridade, e nem por isso eles tomam leite quente por lá. Os catarinas não puxam o te, mas também o pronunciam com clareza, o te não vira um “tch” como fazem os cariocas e praticamente todo o resto do Brasil, que toma “leitch quentch”.

Então, proponho uma nova frase pro sotaque curitibano: “A fábrica do Matte Leão não é na Sete de Setembro. A do Todeschine era”. Quem é curitibano entende. Quem não é tira sarro do sotaque. E estamos conversados.

P.S.: Visite meu site, o Palavrório, que está em novo endereço, sem janelas pop-ups.

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