Pesquisa do Palavrório

28.1.05

Fases da vida

Quando você é criança e erra, você tenta jogar a culpa nos outros e não consegue.

Quando você é adolescente e erra, se for bom de lábia, conseguirá jogar a culpa nos outros.

Quando você é adulto e erra, a culpa é sua, não há o que fazer (a não ser que você tenha um bom advogado).

E quando você é empregado, um superior erra e você leva a culpa.

27.1.05

Hospitalidade

Os brasileiros acreditam que, dentre todos os povos europeus, os mais parecidos conosco são os italianos, os portugueses e os espanhóis, não necessariamente nessa ordem, dependendo da ocasião. Mas eles estão errados. O povo europeu mais parecido conosco é o irlandês.

E isso não é conversa de bêbado. Apesar dos 300 dias de chuva que há por lá, taí um povo que não desistiu de nada ao longo dos anos. E olha que os caras se ferraram por um bom tempo. Um longo período de domínio britânico, seguido de uma independência não integral – a Irlanda do Norte continua sob a guarda da Elizabeth II –, tudo isso acompanhado de vários períodos de êxodo de sua população jovem, que foram tentar a sorte nos Estados Unidos e outros lugares do mundo.

Essa onda ruim já passou faz tempo, e agora a Irlanda é o país que mais cresce na Europa e que passou a ser um destino de imigrantes, em vez de fornecedor. E apesar disso a Irlanda mantém características de país pequeno, com cidades menores ainda. A maior cidade da Irlanda, a capital Dublin, tem um milhão de habitantes. A segunda cidade, Cork, tem apenas 130 mil. E Galway, a terceira, tem 57 mil. Ou seja, só cidades pequenas.

E em qualquer pub da Irlanda, um desconhecido só o é quando entra no bar. Alguns minutos depois, ele já é um local, e está enturmado. Como dizem os irlandeses, não existem estranhos, apenas amigos que você ainda não encontrou. E não esqueçamos nunca do nonsense que permeia todas as atividades da Irlanda. Quanto menos lógica for uma ação, mais chances de ela acontecer nesse país. Quantas vezes você ouviu falar de caras pegando carona com geladeiras duplex? E conseguindo pegar carona, o que é mais bizarro? Pois lá acontece.

A Irlanda é um tesão. Vá para lá, tome pelo menos uma Guinness por dia, e quando chegar a Dublin, vá à Porterhouse, onde você toma cervejas do tipo da Guinness (stout) muito melhores, e pronto. Você está apaixonado, e já começa a pensar em uma casinha em Dingle (que tem só 1,5 mil habitantes, mas é um tesão!). Quem sabe?

25.1.05

Ciência estranha

A ciência às vezes gasta muito de seu tempo com pesquisas de utilidade dúbia. Veja essa aqui da BBC. Se for ratificada, provará de uma vez por todas não que as mulheres são ruins ao volante, mas que na hora da baliza elas são realmente piores que os homens. Mas qual será o motivador dessa pesquisa? Quem é o financiador? E para quê?

Uma semana atrás apareceu um outro artigo dizendo que, devido à diferença cromossômica, os homens seriam mais aptos que as mulheres para a profissão de cientista. A genética explicaria o predomínio masculino na Ciência. Mas será que isso tem a ver mesmo? Me faz lembrar uma reportagem que vi tentando explicar – e não conseguindo – porque há mais mulheres enfermeiras e homens engenheiros.

Existe um prêmio paralelo ao Nobel, o IgNobel, que se dedica a trazer para o grande público pesquisas esdrúxulas como essas, que certamente concorrerão à próxima edição. A lista dos premiados de 2004 é fantástica. Em Medicina, ganhou uma pesquisa sobre “Os Efeitos da Música Country no Suicídio”. O prêmio de Física estou os efeitos do bambolê. Na área de Saúde Pública, ganhou um caboclo que tentou validar cientificamente a regra dos cinco segundos, a de que você pode comer uma comida que tenha caído ao chão desde que ela tenha permanecido menos de cinco segundos. E por aí vamos.

Muita gente questiona a utilidade da pesquisa aeroespacial. Afinal, ainda não acabamos com a fome no mundo, a febre amarela e a malária, doenças até um certo ponto simples, matam, a falta de saneamento básico é considerada umas das principais causas mortis no Terceiro Mundo, mas mandamos uma sonda para uma lua de Saturno. E o que dizer de uma pesquisa que ganhou um IgNobel esses tempos, que provava que o lado com manteiga do pão tinha mais chances de cair com a face virada para o lado do tapete? Inutilidade é apelido...

24.1.05

O fim está próximo

E dessa vez a notícia é quente. Um relatório mostra que, se nada for feito para coibir as emissões de gás carbônico na atmosfera, em 10 anos ela atingirá o limite de tolerância, e a Terra passará por modificações permanentes, entre elas o derretimento de parte das calotas polares e provavelmente o fim de Veneza e outras cidades ao nível do mar.

E as notícias ruins não são apenas essas. Recentemente descobriram que a poluição tem dois efeitos principais na atmosfera. Um já é manjado, que é esquentar o planeta. Já o outro era desconfiado, e só recentemente foi confirmado: as partículas sólidas suspensas no ar refletem a luz do sol. Ou seja, a poluição ajudou o planeta a não esquentar tão rápido.

Esse dado, até então ignorado pelos cientistas, mostram que, se a poluição parasse totalmente hoje, amanhã entraríamos em uma nova era glacial, pois a luz do sol seria refletida por essa poluição sólida, e o calor da terra escaparia, pois não haveria mais estufa.

Resumo da ópera: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Arriscamos ou morrer encalorados ou congelados, e a curto prazo não há nenhuma solução a vista. Quem sabe o negócio não seja se congelar, esperar que a coisa melhore, e depois voltar a viver. Mais ou menos como o Capitão América, o Buck Rogers e outros que ficaram congelados um tempo.

O risco é voltar em um mundo pior ainda. É, melhor ficar por aqui mesmo, e tentar consertar o que der.

21.1.05

Céus de chumbo

“O céu estava coberto de nuvens negras e ameaçadoras...” Esta é a fala do narrador de “Rocky Horror Picture Show”, versão brasileira (ou deveria dizer curitibana, já que os caras nunca fizeram uma turnê por aí?). E desde que ouvi essa frase, não há como não pensar nela quando vejo o céu em diversos tons de cinza.

Na peça, Brad e Janet estão a caminho da casa do professor Scott, “em uma viagem de agradecimento, pois havia sido ele que os apresentara um ao outro”. Claro que a viagem não dá certo, pois do contrário não haveria a peça de teatro, e logo não haveria o filme que rodou o mundo, dando origem a tantas outras versões que... Bom, desnecessário continuar.

As nuvens não amedrontam na vida real. Estão ali, paradas, cumprindo a sua função, que sinceramente desconheço. Vêm e vão carregadas pelo vento, em ocasiões descem à terra na forma de garoa, chuva ou enchurrada, e podem desde refrescar um pouquinho a gelar de vez, sendo que podem até esquentar ainda mais, se estivermos no verão e levarmos na cabeça uma tempestade tropical daquelas.

São apenas nuvens, que flutuam sobre nossas cabeças. Mas não há pessoa que fique contente vendo o céu cinza cor de chumbo. Talvez quem realmente não possa pegar sol nunca na testa. Mas mesmo esses preferem o boné e um dia de sol que as nuvens. Ou agricultores desejosos de uma pausa no sol inclemente que queima a plantação.

Pouco importa a opinião dos homens. Lá em cima elas continuam, incólumes, sem se afetar com a opinião dos homens. E não nos resta que esperar que um vento as leve para longe daqui...

19.1.05

A lógica do capitalismo

O capitalismo tem mecanismos muito eficientes para praticamente anular a vida do indivíduo e tornar a vida corporativa a “verdadeira” existência sua. Sem que se perceba, o homem acaba sendo englobado pela corporação, e esquece a sua vida pessoal.

Veja só. Hoje as pessoas trocam muito de empregos e de cidade também. A cada nova cidade, o primeiro grupo de relações que a pessoa monta é o dos colegas de trabalho. Como o ser humano quer e precisa de relações sociais extra-trabalho, ele começa a sair com seus colegas. E como ainda não há conhecimento pessoal suficiente, geralmente o tema das discussões é o trabalho. Assim, continua-se trabalhando mesmo durante o horário de lazer.

E quando a pessoa já está ambientada, que consegue descobrir em meio aos colegas de trabalho pessoas com os mesmos interesses, e a partir delas outras pessoas interessantes, a pessoa troca de emprego ou de cidade. Se troca de emprego apenas, há uma chance de que os vínculos se mantenham. Se troca de cidade, o esforço vai pro brejo.

Muita gente não percebe o mecanismo quase perverso que há por trás dessa lógica, e acusa a pessoa que não participa do lazer-trabalho de ser antipática, de não querer se integrar, e coisas assim. Não percebe que pode e deve haver vida fora da empresa, e que ficar restrito a ela é uma castração da individualidade.

O capitalismo encerra uma série de armadilhas que são relativamente difíceis de serem percebidas no dia-a-dia. Infelizmente, essa é a realidade atual. Resta ter fé que esse modelo, que não se sustenta a longo prazo, seja trocado por um mais humano.

18.1.05

Preguiça

Hoje não.

Vá ler meu site, vai, e aumente a contagem de visitantes lá, por favor.

17.1.05

O drama do criador

O artista está em uma encruzilhada. A cada dia, há mais e mais formas de se distribuir material pela Internet. Mas as maneiras de se cobrar por esse material se reduzem consideravelmente. Como sobreviver em meio a um manancial de informações e produções artísticas gratuitas, como cobrar pelo seu trabalho?

Além disso, há outra ameaça/oportunidade no horizonte. Com a internet, as chances de se trabalhar em equipe se multiplicaram consideravelmente. E isso não significa que os membros da equipe precisam se encontrar fisicamente. Pela rede, é possível distribuir o trabalho para pessoas localizadas em qualquer lugar do mundo, recolher suas contribuições, juntar tudo em algum lugar, devolver o material pronto para os colaboradores aprovarem, e publicar. Uma música pode ter cem autores. Um vídeo pode ter mil colaboradores, cada um com menos de 30 segundos de trabalho efetivo na tela (ou cerca de uma semana de trabalho nos bastidores), e como pagar essa gente?

Artistas sempre haverá. A humanidade não vive sem arte, e ainda que as discussões sobre os porquês do homem ter pintado as paredes das cavernas seja inútil atualmente (afinal, eles pintaram por alguma razão, religiosa ou não), a arte continuará sendo feita. O que pode mudar talvez seja o caráter do artista. Não mais em busca de dinheiro, mas em busca de prazer pessoal. Um emprego que lhe garanta a subsistência durante o dia, e arte para o resto do dia. Enfim, todos de volta a antes do século XX, quando o artista existia única e exclusivamente por causa de um mecenas. Será que o futuro é o passado?

14.1.05

Longa viagem

Os seres humanos conseguiram colocar uma sonda em uma lua de Saturno. A coisa viajou sete anos até chegar lá. Todas as pessoas envolvidas nessa viagem tiveram que calcular muita coisa para impedir que ela batesse em algum lugar no meio do caminho, para que os planetas e outros corpos celestes exercessem a atração certa para impulsioná-la pelo espaço, e tantos outros cálculos para que ela chegasse sã e salva lá.

Estranhamente, é mais fácil colocar uma sonda lá do que resolver alguns problemas de trânsito por aqui. Sem menosprezar nenhuma inteligência envolvida na questão, e sem o maniqueísmo babaca que diz que deveríamos acabar primeiro com a fome e a poluição na Terra, para então sair explorando o Cosmos, acredito que seja realmente mais fácil colocar uma sonda em Saturno.

Isso porque, em seu caminho, ela só encontrou planetas, meteoros, meteoritos, luas, enfim, objetos sem vontade própria, regulados por leis matemáticas. Aqui na Terra, temos um detalhe que atrapalha qualquer planejamento de longo prazo: o ser humano, esse bicho imprevisível, que não dá sinal quando vai virar à direita ou à esquerda, que esquece de nos ligar avisando que vai para outro lugar, em vez de vir para casa, que não sabe o que quer e que, por isso, tem direção variável com velocidade inconstante.

Assim, chegar incólume de um bairro a outro em uma grande cidade torna-se uma viagem muito difícil. Se for na hora do rush, então, a complexidade levaria qualquer cientista da NASA, da ESA e outras agências espaciais por aí à loucura. Já imaginou o cara tendo que lidar com uma fileira de semáforos não sincronizados entre a Terra e Marte? Ou um engarrafamento de asteróides logo ali na curva de Júpiter, onde a sonda pegaria velocidade? No way, man...

13.1.05

Patrulha do Gerúndio

O brasileiro que se pretende culto adotou esse hábito horrível de colocar o gerúndio no futuro. É “vamos estar fazendo”, “irá estar recebendo”, “vamos estar lhe enviando”, e por aí vai. E quem gosta da língua portuguesa, quem tem um mínimo de bom gosto musical (sim, porque gostar de um idioma é basicamente uma questão de gostar de música, gosta-se da música desse idioma) fica ultrajado.

O ultraje em si não é pelos ignorantes que foram a uma péssima escola e daí utilizam erradamente. É que esse pessoal escutou alguém pretensamente mais culto, algo como um político (pfff!!!) ou, mais provavelmente, um ator ou uma atriz de novela, dizendo essa imbecilidade inexistente na língua, o futuro do gerúndio. “Vamos estar cobrando”.

Porra, não há problema no gerúndio. “Estou escrevendo essa carta”, pode até ser usado, mas para isso até já existe o presente: “escrevo essa carta”. E todas as declinações possíveis dentro disso.

Mas a merda é traduzir direto do inglês uma construção verbal que eles têm, veio nos primeiros manuéis de telemarketing, e qual um vírus pegajoso grudou nos operadores de call centers, verdadeiros propagadores dessa praga do futuro do gerúndio: “We will be sending you”, ou, em português idiota: “nós vamos estar lhe enviando”, ou, se quiser algo correto: “Nós lhe enviaremos”. Não é muito esforço usar o correto, economizam-se letras e saliva. Mas não há essa percepção. Há tempo de sobra para tudo, inclusive para ser burro.

Por isso, faço parte da patrulha do Gerúndio. È melhor que uma guerra ao dito cujo, pois a patrulha disciplina o suo, ensina meios melhores, educa para a prática correta, e protege a última flor do Lácio, essa donzela violentada e alquebrada que é o português, da sanha de seus últimos violentadores.

12.1.05

David

O ser humano em geral, e o brasileiro em particular, tem uma predileção por David, isso quando ele luta contra Golias. Mas isso não se resume a uma história bíblica, mas se extende por diversos campos da vida cotidiana.

No futebol, por exemplo, os brasileiros sempre torceram pelo time mais fraco (desde que esse não jogasse contra o Brasil, é claro). O time dos Camarões, por exemplo, era o segundo time do Brasil, até que começou a jogar muita bola. Enquanto eram meio ingênuos, todo o Brasil acompanhava seus jogos. Agora, um pouco menos.

E assim é. O Brasil torce para o Barrichello, por exemplo, decididamente mais fraco no confronto com o Alemão. O Brasil até toma Coca-Cola, mas torce (ou torcia) pelo Guaraná. A Fiat, uma fábrica não muito grande no resto do mundo, aqui tem um mercado enorme.

E ontem o Steve Jobs, o cara da Apple, lançou o Mac Mini. O treco é bonito para caramba, e garanto que no Brasil, assim como o resto do mundo, torce para que o negócio decole, e a Apple saia do buraco em que está há muito tempo. Todas, praticamente todas as pessoas que lidam com um computador sem serem experts (ou seja, sem conhecerem Linux) querem um que não sofra tantos ataques de vírus, que seja bonito, que não trave tanto, que seja simples, enfim, tudo o que a Apple sempre foi, mas a um preço acessível, que é a promessa de agora.

E, claro, ninguém mais agüenta o Bill Gates faturando alto vendendo programas que não funcionam direito, simplesmente porque ninguém faz alternativas (tá, o Linux pode ser uma alternativa, mas ainda não é). Bill Gates talvez tenha sido David na universidade, mas desde que se aliou à IBM para incorporar o DOS já nas máquinas vendidas, virou Golias. E tá na hora de trocar o disco.

11.1.05

Sotaque

Curitibano que sou, tenho um sotaque pra lá de carregado, como qualquer pessoa que me ouviu falar o número sete, ou falar do Vanhone (candidato derrotado à prefeitura de Curitiba, que na verdade se chama Vanhoni), navegar na internete, ter um blogue e consultar um adevogado.

Até hoje, a frase típica para se tirar sarro de um curitibano e seu sotaque era a “leiTe quenTe dói no denTe da genTe”. Dizem que o curitibano por excelência estala o te de uma maneira que dói no ouvido, muito mais do que no dente.

Mas a frase é meio ambígua. Afinal, os gaúchos também puxam o te barbaridade, e nem por isso eles tomam leite quente por lá. Os catarinas não puxam o te, mas também o pronunciam com clareza, o te não vira um “tch” como fazem os cariocas e praticamente todo o resto do Brasil, que toma “leitch quentch”.

Então, proponho uma nova frase pro sotaque curitibano: “A fábrica do Matte Leão não é na Sete de Setembro. A do Todeschine era”. Quem é curitibano entende. Quem não é tira sarro do sotaque. E estamos conversados.

P.S.: Visite meu site, o Palavrório, que está em novo endereço, sem janelas pop-ups.

10.1.05

Recomeço

Férias, ou qualquer pausa de uma semana para mais na qual você não pensa em trabalho, traz bênçãos e maldições, dependendo de como você encara as coisas.

O momento de pausa significa o fim da rotina, a imprevisibilidade, a ausência de programação, o dolce far niente, enfim, um break completo no que você faz praticamente todo dia. Para alguns, essa é a benção suprema, poder decidir o que vai fazer no minuto seguinte no minuto precedente, ou no mesmo minuto.

Algumas pessoas não suportam isso, e mesmo em férias escolhem um pacote turístico em que praticamente todos os momentos de descanso são vigiados e cronometrados. 7h, saída do hotel. 7h15, visita à Fonte dos Prazeres de algum lugar, com oferta (obrigatória) da moeda à fonte, com pedido (obrigatório) de desejo. 7h23, início da peregrinação pelos corredores do castelo de lugar nenhum.

O retorno ao trabalho também guarda sentimentos controversos. Alguns gostam de trabalhar, e realmente ficam contentes com o retorno, ainda que, na hora do almoço, já estejam reclamando do chefe, do acúmulo de tarefas que foram adiadas, do salário que não subiu, do desconto da contribuição sindical compulsória, e essas coisas.

Já há gente que volta porque tem que voltar, e unicamente devido ao salário que recebe. Não há maldição pior que a rotina, as mesmas tarefas dia após dia, as mesmas pessoas, a mesma conversa, o mesmo assunto, até as próximas férias.

Entre uma e outra, você escolhe. Afinal, a maldição de alguns é a benção de outros. Inevitável é o recomeço, você decide como ele é.