10.11.09

Imprevistos imprevisíveis

Diz a lei de Murphy do gerenciamento de tempo que, para todo projeto, é necessário aumentar o cronograma em 20% para imprevistos previsíveis, e mais 20% para imprevistos imprevisíveis. Desconfio que o formulador dessa lei estava pensando na própria vida.

Isso porque na vida também é necessário reservar um tanto de nossas energias e emoções para os imprevistos previsíveis e um pedaço até que considerável para os imprevistos imprevisíveis. Em minha opinião, os imprevistos previsíveis são um casamento (formal ou não), filhos, batidas de carro, alguma doença, enfim, coisas que gravitam próximo a você.

Mas há os imprevistos imprevisíveis, que quando menos se espera te atingem sem que você tenha noção de onde veio o golpe. Por exemplo, a empresa onde você trabalha foi vendida, e você é um daqueles "cargos redundantes", como se chama eufemisticamente o cargo duplicado. Você tá fora, é claro. Ou então uma multa de radar de trânsito referente a um estacionamento proibido em uma cidade que você nunca visitou (agradeça ao fdp que clonou tua placa). Ou um processo na Justiça envolvendo um parente distante que, por alguma razão, deixou tudo para você, principalmente as dívidas. De uma hora pra outra, você, que é um cara todo certinho com as contas, tá devendo alguns milhões.

Esses imprevistos imprevisíveis são de derrubar qualquer humor, por melhor condicionado que você estaja para reagir a tudo. Nessa hora, a sensação é de que Deus existe sim, mas que ele é um grande lazarento e brigou com você, e que agora você vai ver o que é bom pra tosse. Dá pra reagir, mas que se perde a fé nesses momentos, ah!, se perde sim.

4.11.09

Eternos descontentes

O sol brilha intensamente, depois de tanto tempo chuvoso. Quase que imediatamente, já aparece gente reclamando que tá muito quente, que tá abafado, que onde já se viu tanto calor etc. Claro, são os mesmos que semana passada não paravam de reclamar da chuva, do frio, do vento etc. São eternos descontentes.

Deve haver um problema interno com essas pessoas que as impede de conseguir estar em paz consigo próprias pelo menos alguns instantes. No entanto, parece que esses eternos mal-humorados lidam melhor com as situações difíceis. Uma pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, diz isso, pois o mal-humorado tende a ser mais atento e cautelosos, menos ingênuos e melhores em tomar decisões. Os bem-humorados, pelo contrário, são mais criativos, flexíveis e mais colaborativos.

Talvez até sejam melhores, mas que é um porre conviver com gente assim ao lado, ah isso é. Melhor ser mal-humorado apenas no trabalho, já que a pesquisa mostra que um pouco de rabugice é bom para aumentar a produtividade.

30.10.09

Lembrança triste

Por alguma razão, me lembrei do nosso governo...

29.10.09

O que me preocupa

O que me preocupa nesse governo é que ele está "companheirizando" todo o Estado. Tudo bem que todo governante faz isso, pega os seus aliados, cupinchas e comensais e os coloca em postos de poder, grande ou pequeno, para poder dominar tudo.
No entanto, nunca antes na história desse País isso ficou tão descarado. E se antes havia uma sensação de que, mudados os governantes, mudariam as pessoas, esses que agora estão querem perpetuar-se em seus cargos e comissões. Quando se fala com um deles, há sempre um discurso de que "com FHC era ruim, com o Lula é maravilha".
O ponto que é mais preocupante é que eles não aceitam o diálogo e a controvérsia. Ou se é a favor do Lula, do PT e de tudo o que ele faz, ou você não vale dois tostões. Toda opinião contrária é imediatamente desqualificada, tida como enviesada, como alguém que está jogando contra o País.
Ontem estava em um curso promovido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, ligada à Sealopra (Secretaria de Assuntos Estratégicos de Longo Prazo). (Tá, tem outra sigla, mas esse é bem melhor). O IPEA sempre contestou o FHC, e mesmo sendo uma autarquia federal, o ex-presidente nunca cogitou em tucanizá-lo. Durante oito anos o IPEA criticou as políticas públicas. Chega o Lula, companheiriza tudo, e no que vira o IPEA? No instituto que justifica teoricamente todas as ações político-econômicas do presidente.
O curso chega a ser vexaminoso em alguns pontos. Como, por exemplo, um pesquisador tenta justificar a escolha do Lula por acordos comerciais com países africanos e latino-americanos e a escolha da OMC como fórum na luta por menos barreiras comerciais, em detrimento de estratégias como as do Chile e da Coréia do Sul, que fazem acordos de livre comércio bilaterais com países e blocos comerciais desenvolvidos, como Europa, Estados Unidos, Japão etc. "Diversificamos a pauta do comércio exterior, não somos dependentes de um país só", disse o pesquisador. No entanto, o País continua representando apenas 1% do comércio mundial, mesmo sendo o 8º PIB. Defesa inútil ante os fatos.
Esse foi apenas um exemplo. O curso foi farto deles, e é uma mostra do que acontece em nível nacional com os companheiros. Se um governo de oposição suceder o Lula, pode esperar que ele vai ter brigas constantes com todos os institutos de pesquisa estatais, pois estes estão hoje, infelizmente, totalmente "companheirizados".

26.10.09

Problemas com o cigarro

Eu tenho problemas com o cigarro. Por exemplo, eu odeio os fumantes que, em sua grande maioria, são um bando de porcos. Quantas vezes eu tenho vontade de xingar um motorista que, assim que acaba seu cigarro, jogar a bagana pela janela, como se a rua fosse um grande cinzeiro. Pô, será que esse lazarento não tem cinzeiro dentro do carro? Ou, como nunca usou, nem sabe onde é?
Eu odeio também quando chego em casa cheirando a cigarro. Claro, dessa nem posso reclamar muito, pois afinal eu já sabia que entraria em um bar e lá seria recebido por uma nuvem de fumaça. Mas que dá nos nervos tirar a roupa e estar se sentindo como alguém que dormiu no fundo de um cinzeiro, há dá sim.
Também implico com os caras que abrem seu maço de cigarro, pegam aquele plástico do lacre e, junto com o primeiro pedaço de papel que protege os cigarros (naquelas embalagens de caixinha), fazem uma bolinha e tacam na rua ou pela janela. Parece que, para esses caras, isso não é lixo, é algo natural, que faz parte. Tacar a guimba pela janela do apartamento também é normal, ora, por que não? Afinal, é algo tão pequenininho, ninguém vai perceber...
Eu estou bem contente com a lei antifumo. Não é questão de ser moralista, é ser contra a porquice. Em minha opinião, o fumo deveria ser proibido nas ruas também, e só deveria ser permitido fumar em casa. E de janelas fechadas, pois na hora que o fumante porco fosse tacar a guimba pra fora de casa, aquele toco em brasa bateria na janela, respingaria na cortina ou no sofá, e começaria o incêndio ali. Aí o cara ia ter fumaça à vontade para aspirar, sem perturbar ninguém nem sujar a cidade. Que sonho!!

21.10.09

Pessoas

Ontem encontrei um colega que já admirava a algum tempo. No entanto, após a conversa, passei a admirá-lo muito mais. É muito bom encontrar pessoas que colocam nossos dramas pessoais na perspectiva correta.
Não desmerecendo a dor que sentimos, é necessário dimensioná-la de modo que ela não pareça maior. As tempestades em copos d'água são das coisas que atravancam nosso progresso espiritual e nesse plano. Por isso, quando encontramos com pessoas que nem esse meu colega, é muito bom.

16.10.09

Governos idiotas

Basicamente, todos os governos são idiotas. E em nosso país, onde a idiotice parece ser um valor a ser cultivado, eles são ainda mais idiotas. Todo o pretenso "confronto de ideias" entre situação e oposição, aqui, não passa de um discurso pomposo para um objetivo velado, que é o de desviar parte dos recursos que todos produzimos para os bolsos de alguns, ou seja, privatizar alguns lucros da atividade estatal.
Pois é disso que se trataram todos os governos até aqui, incluindo este. Nenhum governo até hoje, nenhum, teve um projeto de país. Um ou outro teve um plano de governo, sujeito a mil interferências de todos os tipos, bons ou ruins. Mas todos tiveram um projeto de pilhagem do recurso público para uso de alguns privados. Todos buscaram fazer isso, e fizeram. Em que nível e quanto, resta saber.
Veja o atual ocupante do cargo. Não é engenheiro, não sabe nada de trabalhos de grande porte, mas resolve "fiscalizar" as obras de transposição do Rio São Francisco. Leva um séquito enorme, contrata um buffet chique da capital do Estado para servi-lo, transforma um quarto do canteiro de obras em suíte cinco estrelas, para subir num palanque e continuar falando besteira. E tudo com um único objetivo: eleger a sucessora para que esta, quatro anos depois, saia do poder para que ele volte triunfalmente. Não há projeto de nada, a não ser um projeto pessoal, idiota, de se achar o único capaz de liderar o país.
Os governos são idiotas não por sua capacidade de malandragem, aparentemente infindável, mas por não pensarem nem um pouco no longo prazo. Todo o horizonte que esses energúmenos têm dura no máximo quatro anos. Nem nos próprios filhos eles pensam, pois ainda que os filhos fiquem ricos com o dinheiro roubado, não haverá condições de usá-lo em um país convulsionado, inseguro, incerto. O grande projeto é enriquecer, não importa às custas de quem.
E o grande mentecapto ainda fica criticando a imprensa nacional, pois segundo ele a estrageira sim é que o olha da maneira certa, positiva. Para ele, aqui se acaba tudo, notícia boa não chega ao jornal, ninguém vê as melhoras do país. Que idiota!