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Hora de enterrar os seus

Está chegando a hora de enterrar os meus. Ambos não são tão velhos assim, mas a saúde pregou peças neles e a hora fatal chegará antes do que eles queriam, antes do que eu imaginava, antes de qualquer preparação mais longa. Não é que isso não fosse esperado. Em algum momento, eles morreriam antes de mim, se a vida e a natureza seguissem o percurso lógico. E apesar de meus abusos, consegui não subverter a regra da natureza. Então, a hora está chegando. Não sei direito o que sinto quando penso nesta realidade. Não sei se sentirei falta, alívio, remorso, raiva, dor, compaixão, não sei. Há muita coisa passando pela cabeça, nem todas muito boas ou descentes a ponto de serem ditas, e não há muita vontade de analisá-las, não agora. Deixa as minhocas ficarem passeando. Vários colegas e amigos já passaram por essa estrada que eu começo a trilhar agora. Todos dizem que é difícil, mas que com o tempo se acostuma a tudo. Também acredito nisso, o que não me impede de continuar nã...

Sem nada...

apatia (grego apátheia , insensibilidade, apatia) s. f. 1. Falta de energia. 2. Indiferença. 3. Indolência.   indiferença s. f. 1. Qualidade daquele ou daquilo que é indiferente. 2. Falta de cuidado, de zelo. 3. Apatia. 4. Desprezo. 5. Negligência. 6. Estado de uma pessoa a quem tão pouco importa uma coisa como o contrário dela. 7. Frieza; insensibilidade.   desmotivação ( desmotivar + -ção ) s. f. 1. Ausência de motivo, de fundamentação. 2. Ausência de motivação. ≠ MOTIVAÇÃO   desmotivar ( des- + motivar ) v. tr. e pron. 1. Privar(-se) de fundamento, motivo. 2. Privar(-se) de motivação.   fundamento s. m. 1. Base principal. 2. Prova. 3. Causa. 4. Motivo. 5. Fundação.  

Famílias e famílias

Houve uma época em que toda família era Doriana. Claro, em algumas havia um ou outro grão não processado, alguma imperfeição, qualquer coisa que deveria tirar aquele sorriso besta do rosto de todos que nunca se desmanchava. Mas essas imperfeições não apareciam, e tudo parecia bom. De repente tudo o que era perfeito foi desaparecendo. Primeiro os casais começaram a se separar, e o pai já não vivia com a mãe na mesma casa. Normalmente, o pai era o cara que saía, e os filhos ficavam com as mães. (Pequena dúvida: será que a homossexualidade se tornou mais popular depois que gerações e gerações de mães afirmaram peremptoriamente que "seu pai é um canalha, homem nenhum presta!", ou isso não tem nada a ver? Nesse caso, onde entrariam as homossexuais mulheres?). A coisa já começa a complicar. O homem, devido à sociedade machista que ainda temos, conseguia casar de novo mais rápido que a mãe, que sofria com o estigma de ser desquitada ou divorciada. E logo a cri...

Gangorra cambial

O título parece sério. Para o leitor, significa que o cronista, comentarista ou coisa que o valha falará sobre o sobe e desce das moedas internacionais. Atualmente o dólar sobe, o real desce, junto com ele a rúpia, o rublo, o rand (notaram que são todas moedas com "r"?), o yuan talvez não, sei lá. Mas não será esse o tema. Queria achar um gancho para falar de outra coisa. Sei que a economia move o mundo, sei que o dinheiro faz as coisas andarem, que trabalhamos para ter mais conforto material para podermos viver melhor, que podemos até não ser escravos do dinheiro ao não querer ficar acumulando tudo sem sentido. Mas que o mundo é escravo do dinheiro é. Claro que importa sabermos que o dólar sobe, pois afeta a inflação, e isso afeta o nosso dia-a-dia. Mas quantas pessoas no mundo sabem exatamente os jogos que são feitos com as taxas de câmbio pelo mundo? Quantos nesse exato momento estão lucrando milhões e bilhões antecipando movimentos que os governos farão para se proteg...

Vontade de mudança

Às vezes, queremos mudar somente pelo ato de mudar. Mudar para outro país, para outro emprego, para outra roupa, outro esporte, qualquer mudança, apenas para variar. Dá a impressão de que ficar muito tempo fazendo a mesma coisa conduz à estagnação, ao marasmo, à ausência de evolução. É difícil manter a consciência de que devemos mudar por dentro, não por fora. Mudar de país só torna a dificuldade da adaptação a um novo lugar mais importante que se concentrar nos nossos aspectos internos. Podemos deixar aquela pergunta altamente incômoda, "eu sou quem sou?", para depois, pois temos que nos preocupar em achar casa, achar emprego, ver como se faz para ir de um a outro, onde comprar roupa, como pedir licença, dizer obrigado, enfim, o comezinho. Mas é só adiar o confronto consigo próprio. Mudar de emprego não muda nada. Se o que deixa insatisfeito é o trabalho em si, pouco importa onde ele seja executado. Mudar de emprego só vale se for para fazer algo completamente diferente ...

A realidade dói

Em algum momento de nossas vidas percebemos que temos mais responsabilidades e deveres que direitos. Não sei exatamente quando isso acontece, mas fatalmente acontece. Talvez isso esteja acontecendo tarde demais para todos nós. Sem querer repetir o que a Eliane Brum já escreveu de maneira definitiva ("Meu filho, você não merece nada", em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html ), quando a experiência acontece com você ela dói mais. Dói quando você percebe que você lutava por muitos direitos, mas parecia pouco inclinado a aceitar seus deveres. E, aos 20 e passa anos, ainda achava que merecia muita coisas, mas tinha feito muito pouco para realmente conquistá-las. Dói ver a retrospectiva da vida e perceber que você era um bosta como todos aqueles filhinhos de papai que você criticava, quando na verdade era apenas mais um, somente sem as roupas de grife. Dói quando você vê seus filhos, que você tinha certeza que estava educando...

Aceitação

Não me gosto. Olho-me ao espelho e o que vejo não me agrada. Tenho pelo menos dez centímetros a menos do que deveria ter. Saí baixo demais, e não há exercício que faça-me subir às alturas. E como sou baixo, sou meio gordinho. Olho para a pança logo acima da linha da cintura e também não gosto do que vejo. Uma barriga saliente e persistente. Seis meses de abdominais e exercícios só fizeram firmá-la, mas não desapareceram com ela. E lá ela permanece. Os cabelos são ruins também. Fracos, finos e esparsos. Pelo menos, são igualmente esparsos pelo couro cabeludo. Meu barbeiro diz que eu tenho poucos cabelos regularmente espalhados, o que dá a impressão de que a calvície ainda demora. Mas são poucos, e são finos. Já sonhei várias vezes com uma cabeleira, mas ela nunca foi nem será possível. E olho-me ao espelho forçando um pouco a vista, pois ela já anda se cansando de tanto ver. De noite os óculos são obrigatórios. De dia, eventualmente, também. Mas de longe já está tudo embançando, de ...

Futilidade

Perdemos a maior parte do tempo pensando, fazendo e querendo futilidades. As redes sociais servem como vitrine para a nossa completa e total dedicação ao fútil. Nas redes sociais estamos sempre bem, mostrando sorrisos, chamando os outros de lindo, maravilhoso a qualquer nova foto, mostramos o que comemos, onde comemos, o que compramos, enfim, só futilidades. Não há muito espaço para que é realmente importante. Deixamos de lado a necessidade de progredir, de lutar e trabalhar para melhorar, para ficar mostrando os arremedos de satisfação que temos em nossa vida contemporânea. Um ou outro consegue fugir da mesmice, ao falar das alegrias de se ter filhos, de trabalhos que deixam esse mundo melhor. Mas são poucos em um oceano de palavras vazias e gestos sem sentido. Não que a rede social tenha mudado algo nas pessoas. Já eramos assim antes. A diferença é que antigamente isso se compartilhava apenas com os vizinhos e conhecidos. Os amigos ainda estavam lá para saber de você o seu melhor...

Olhar esmaecido

Houve uma época em que era mais fácil andar pelas ruas e detectar o que não estava exatamente de acordo com o figurino geral. Uma pessoa vestida com uma roupa meio esquisita, um orelhão que parecia cair, uma árvore com algum galho quebrado mas ainda ligado ao tronco, enfim, todos aqueles pequenos detalhes que, mesmo não sendo importantes, são parte de nossa vida. Mas o olhar foi ficando cansado e pouco atento aos detalhes. As necessidades do dia-a-dia vão tornando a vista opaca e direcionada. É como se fossem colocadas em nós aquelas viseiras de cavalos, para impedir que o que está ao redor os distraia, junto com um óculos meio riscado à frente. Não vemos o que está ao redor, temos que estar focados (essa maldita palavra do universo corporativo) em objetivos, resultados, obrigações, convenções, vitórias e afins. O olhar não pode digredir, não pode viajar, não pode sair do chão acompanhando um sabiá que sobe até o galho mais baixo da araucária para encontrar outro sábia. Não temos t...

Muito ou pouco?

Tenho poucos amigos, bem poucos. Por amigos quero dizer aqueles amigos de verdade, que só de olhar, quando nos encontramos, já sabem se estamos bem ou mal, que escutam nas pausas mais do que falamos, que entendem sem precisarmos dizer. Desses amigos, tenho bem poucos. E tenho muitos conhecidos, mas muitos mesmo. Em todo lugar que vou, encontro sempre um desses. E como vou a muitos lugares, sempre vejo muitos conhecidos. Meus poucos amigos me conhecem muito. Meus muitos amigos me conhecem pouco. Meus poucos amigos sabem praticamente tudo o que acontece comigo, mesmo quando ficamos muito tempo sem nos ver. A distância não impede a intimidade, a proximidade. Meus poucos amigos, de um certo modo, vivem dentro de mim. Eles são parte de minha identidade, sem que eu dependa deles para ter uma. São, apenas, parte de minha vida. Meus muitos conhecidos sabem muito pouco de mim. Quando nos encontramos, trocamos muitos abraços, muitos copos, mas poucas intimidades. Falamos de muitas coisa...

Não dá

Não dá. Agora, nesse momento, não dá para parar. A mochila está no armário, chamando, implorando, quase se ajoelhando para ir para as costas, recheada com algumas roupas, uns dois livros para ir trocando ao longo do caminho, saco de dormir e barraca para um pouso inesperado caso não se encontre um albergue, e voltar a rodar o mundo. Mas não dá, agora não. Não dá para achar que basta dar as costas para o mundo e ir andando na direção do nariz para ver os problemas resolvidos como que por mágica. Eles não se resolverão assim, com um estalar de dedos ou o balançar de uma varinha. Todo problema que existe sai em viagem junto com quem viaja. Os problemas são a primeira bagagem de qualquer mochila, antes mesmo de sair do armário ela já está cheia deles. Eles pesam, e só conseguimos nos livrar deles resolvendo-os. Se não, estão com você sempre. Não dá para ficar sentado, tampouco, esperando tudo passar. Essa tática talvez funcione com o avestruz. Mas desconfio que não. Ele só enfia a cabe...

Vida besta

Acordar. Fazer café. Acordar os filhos. Comer. Levá-los à escola. Fazer ginástica. Trabalhar. Pegar os filhos na escola. Almoçar. Voltar ao trabalho. Voltar pra casa. Trabalhar em casa. Dormir. No dia seguinte, tudo igual. No fim de semana, sem escola, mas com outras coisas, um pouco mais prazeirosas. No fim do mês, receber e pagar as contas. O que sobrar, guardar para fazer algo ou pagar contas mais altas depois. Envelhecer e esperar uma morte súbita, não dolorosa nem agoniante nem demorada, para fazer os outros sofrerem tudo de uma vez só, e não um pouco a cada dia durante anos. Meio besta essa nossa vida, não?

Corretor de erros

Um dos poemas mais famosos do Borges, que na real não é dele, começa mais ou menos assim: " Se eu pudesse começar tudo de novo, viveria mais leve" e por aí vai, em uma arenga de como levar uma vida menos pesada. Faz sentido, mas creio que gostaríamos de voltar no tempo para apagar alguns erros, e não para viver mais leve. Cada um carrega uma carga enorme de erros, alguns grandes, enormes, muitos pequenos, e se pudéssemos ter um corretor de erros do passado disponível, aí sim tudo seria melhor. Um corretor que pudesse nos mandar ao passado para, naquele momento em que você está falando umas palavras mais ásperas para alguém querido, te fizesse ficar quieto. Um corretor que fizesse você falar o que pensava sobre um projeto da empresa, em vez de ter ficado calado e anuido como um bezerro de presépio. Algum mecanismo que fizesse você não beber aquela terceira cerveja e convidasse a guria que não tirava os olhos de você, em vez de tomar mais uma para dar coragem e perder o timin...

Efemeridades

Nada dura pra sempre, nada é eterno. As montanhas sucumbirão à força dos ventos e das chuvas e um dia serão planícies, planaltos, qualquer coisa menos montanhas. Pode demorar, mas cairão. O Himalaia um dia será um monte de areia em um lugar meio frio. O Aconcágua já não tem mais neves eternas, e parece um lugar com muito pó e pedra e mais nada. O Pico Marumbi teve que ser interditado para acampamentos pois estava assoreando. Tudo sucumbirá. O Grand Canyon parece eterno, mas antes ele não existia, e talvez um dia o rio que passa por ele possa cavar ainda mais a terra até um ponto em que as paredes não aguentaram e cairão uma sobre as outras, soterrando tudo. Quem sabe? Dizem que os diamantes são eternos, mas quando a Terra acabar - e isso é certeza, um dia ela acaba, junto ou pouco antes que o nosso Sol, que também acabará - os diamantes também acabarão. E tudo o que é construído pelo homem acaba, muito mais cedo do que queremos. As pirâmides parecem eternas, mas só sobraram umas ...

Via crucis

Na hora do sofrimento, do desânimo e da desesperança, é necessário lembrar de quem realmente tem problemas. Não ajuda a minimizar a sua dor, mas pode contribuir para colocar ela no devido lugar. Ou eu acho que o meu momento é pior que o do meu escoteiro, cujo pai descobriu ter uma leucemia? O moleque tá do avesso, a família também, e eu, com saúde a 100%, estou reclamando. Ou meu momento é pior que o do meu amigo cuja mãe está aparentemente curada do câncer, mas sem força alguma para voltar a fazer o que fazia? E que tem familiares com dependência química de drogas e alcool? Meu momento é pior, eu, que ainda posso tomar um ou outro gole sem desandar tudo? E cujos familiares estão bem? Não, melhor não reclamar. E como reclamar de dificuldades financeiras momentâneas, se há tanta, mas tanta gente, perdendo tudo o que tem sem mesmo ter tido um impulso consumista? Penso nos amigos que tenho na Itália, vítimas de anos de governos incompetentes. Penso nas pessoas que sofreram com furacõe...

Do avesso

Houve um tempo em que tudo, todos, eram mais ternura, mais doces, mais amigos, mais sinceros, melhores, enfim. Mas a vida começou a dar porrada de tudo quanto é lado. Vem de cima, de baixo e dos lados. Vem de todo mundo com quem lidamos, e das mais variadas maneiras. Umas porradas são diretas, grosserias puras! Outras são indiretas, mas pegam abaixo da linha da cintura. A gente resiste, tem que resistir. Tem uma vida pra levar, crianças pra educar, contas pra pagar. Só que vai dando raiva e uma pusta vontade de sair metralhando uns tantos por aí para colocar alguns pingos nos ii, para pararem de tratar a gente como capacho. Vontade de estripar uma ou outra pessoa, de condenar alguns para o opróbrio eterno, para que todos saibam do que foi capaz de fazer conosco. Vontade e raiva, bastante, e não há reza nem calma capazes da aplacar esse sentimento ruim no momento. Ô fase!

Fuga em vão

Não adianta fugir. Tudo aquilo que nos atormenta vai junto, na mochila, para continuar perturbando. Você tem problemas com o governo do país onde está é quer ir para outro? Vá, mas saiba que lá enfrentará outros problemas, alguns iguais, outros diferentes, mas sempre haverá problemas. Você não gosta do seu chefe? Não adianta, se trocar de emprego continuará com algum chefe que, por sua vez, terá algumas características das quais você não gosta e outras que são simpáticas. Mas continuará com um chefe. E se você resolver ser chefe de si próprio, terá os clientes com quem lidar. E, novamente, serão outros problemas. Você não gosta da sua namorada? Pois pode acabar o namoro agora. Como você gosta de namorar, mas não gosta dela especificamente, arranjará outra pessoa, que virá - surpresa!! - com outros defeitos, diferentes ou iguais aos da anterior, tanto faz. Ninguém é perfeito, todos têm defeitos. Pense que você também não é o primeiro dela. E, se for, será o primeiro, não o único. ...

Em busca da raiva

Queria ter mais raiva dentro de mim para poder jogar toda ela pra fora de uma vez só. Fazer uma torrente raivosa saindo pelos meus dedos, escrevendo em uma velocidade estonteante para por no papel/tela tudo o que está acontecendo dentro da minha cabeça. Falar sem medo do que falarei, escrever cada detalhe escabroso que vem rondando minha mente nos últimos tempos. Vomitar mesmo, sem conseguir segurar nada. Criar uma coragem extrema para ser 100% sincero comigo mesmo, para não deixar nada pra trás, nada remoendo, provocando úlcera, falta de sono, falta de apetite, vontade de beber para amortecer, tirar tudo. Queria, mas ainda não consigo. Falta algum gatilho que desconheço para que tudo comece. O jeito é manter o rame-rame e continuar a nutrir essa raiva interna. Vai que uma hora o copo transborda e aí tudo começa?

Todo homem é uma ilha

Todo homem é uma ilha. Mas o Drummond acreditava que era possível construir pontes para ligar um a outro, ou a outros, e assim, sair do isolamento. Não creio que isso seja possível. Há um momento em que se percebe a solidão completa que é viver. Não há contato possível, nem com os que amamos. Há momentos em que parece haver uma ligação, mas elas são tênues, frágeis, podem ser desfeitas com um sopro débil. E como vivemos em épocas de tempestades, se torna ainda mais difícil erigir qualquer ligação que seja, fraca ou forte. Estamos sozinhos, condenados a decidir por conta própria cada próximo ato. Pois de nada adianta ir buscar conselhos, ler um monte, comparar situações e o que mais for. No fim, sozinho, sem ninguém, a decisão é sua e só sua. E depois aguenta-se as consequências. Mundo desgraçado...

Um candidato sincero

Senhoras e senhores!! Sou candidato a vereador nessa mui heróica cidade. E não quer empulhar seus ouvidos com mentiras deslavadas, promessas descabidas. Um vereador faz muito pouco, e a maior parte dos candidatos que estão aí nem isso fazem. Por isso, serei sincero com vocês. Vou lutar para acabar com os cargos comissionados na Prefeitura e na Câmara de Vereadores. Isso está ao meu alcance, propor leis que tornem isso possível. Claro, terei que passar por cima dos interesses de todos os outros vereadores, do prefeito e de todos os funcionários comissionados, que entram sem concurso na máquina do Estado. Mas sou sincero e é isso que defenderei. Com a economia feita ali, dá para avançar para uma segunda proposta: aumentar o valor gasto em creches e educação básica. Vejam bem, educação básica, pois do sexto ano para cima a responsabilidade é do Estado. Dá para aumentar o valor gasto em saúde. Dá para aumentar o alcance da Guarda Municipal, apesar de segurança ser função do Estado, e n...