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Mostrando postagens de janeiro, 2006

Um pouco de conversa séria

Nos últimos tempo eu tenho evitado a conversa séria. Sei lá, vontade de dar uma pausa na atividade cerebral e ficar concentrado apenas nas besteiras que assolam o planeta. Mas hoje retomamos um pouco a seriedade. Não apenas porque o Hamas ganhou na Palestina - afinal, esse é também um referendo "Você acha que os homens-bomba funcionam?" - mas por uma discussão (amigável) com uma colega de trabalho. Começou com uma discussão amigável com uma colega de trabalho a respeito da eleição do Evo Morales na Bolívia. Ela, uma direitista de carteirinha, se perguntava onde o mundo ia parar. Eu falei que essa era uma reação. O comunismo não deu certo, o capitalismo está aí mas os povos não são mais felizes - pelo contrário, aumentam as incertezas todo o dia, ninguém dorme tranqüilo com medo de perder o emprego pois logo vem uma reengenharia - e as sociais democracias também não conseguem trazer prosperidade espiritual para seus povos. Restou o quê? Tentar o socialismo (e não me encha o sa...

Falta de assunto

Na boa, tava pensando em atualizar o blog e fui atrás de umas idéias para reciclar a cabeça, já que não conseguia ter nenhuma original. E daí cai nessa crônica do Tutty Vasques, no " No Mínimo ": A falta de assunto conjugada à quantidade absurda de cronistas em atividade no país tem provocado cenas hilárias no convívio dessa gente – ô, raça! São dezenas, centenas, milhares de páginas em branco à procura de histórias para o fechamento da próxima coluna de cada um. Um troço engraçado, uma novidade, um personagem, um absurdo, boas e más notícias, um passeio, uma mulher, um prato de comida, qualquer coisa pode virar crônica e, ainda assim, a oferta de assuntos é insuficiente para atender à demanda dos colunistas, coitados! Não raro quando se encontram, se um conta uma história, dia seguinte ela vira tema da coluna do outro. É por isso que o talentoso Joaquim Ferreira dos Santos quase não fala fora da redação do “Globo”. Quando fala, fala baixinho para ninguém ouvir. Ficou assim d...

Recomeço lento

Todo reinício de ano parece ser um pouco lento. Todas aquelas boas intenções do Ano Novo ficam meio que engavetadas em alguma gaveta do cérebro, esperando o momento certo de reaparecer (infelizmente, a maioria delas parece voltar apenas no fim do ano, quando se tornarão novamente intenções para o próximo). Assim, você parece perceber que o mundo está meio que se acomodando ao Novo Ano. As coisas acontecem, mas com uma velocidade menor. Decisões são tomadas, mas poucas, muito poucas, realmente importantes. É como se disséssemos "não adianta fazer nada, até o Carnaval nada funciona mesmo". E assim, deixamos o Ano Novo de trabalho para março. Nada parece ser urgente nessa entresafra de feriados (e o termo é entresafra mesmo, esperamos sempre o próximo feriadão, e desta vez com mais ansiedade, pois não houve feriadão de Natal ou Ano Novo). Eu tentei fugir da regra, e tomei uma decisão. Decidi não decidir nada até o Carnaval. Pronto, assim me livro do constrangimento de ter que ad...