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Mostrando postagens de maio, 2011

Problemas na matriz energética chinesa já afetam economia brasileira

(Não gosto de ser catastrofista, mas às vezes é inevitável. Artigo publicado na www.bussoladoinvestidor.com.br em 25/05/2011) Gigante asiático enfrenta escassez de energia e maior seca dos últimos 50 anos e as consequências serão globais Da redação InvestMais Em uma época em que a China é a grande locomotiva da economia mundial, duas notícias recentes sobre o país - uma divulgada ontem pelo New York Times e outra hoje pelo Financial Times – devem colocar o investidor em estado de alerta máximo, principalmente pelas possíveis consequências para a economia brasileira, em um primeiro momento, e para a economia mundial na sequência, essa economia que ainda não se recuperou do baque sofrido em setembro de 2008. A primeira notícia, publicada pelo New York Times, fala sobre a matriz energética chinesa e os conflitos que começam a aparecer entre as empresas geradoras de energia e o governo chinês. Ainda que as empresas sejam controladas pelo estado, elas também têm ações na bolsa de Xa...

Europa joga mais risco nos mercados

Artigo publicado no site GuiaInvest em 23/05/2011 Crise fiscal e consequências políticas nos países europeus deixam o cenário ainda mais instável e imprevisível Da redação InvestMais A semana começa com notícias muito ruins para os investidores, a maior parte delas tendo como origem a Europa e sua crise fiscal. Fica difícil até colocar uma ordem de importância nas notícias desse fim de semana, mas é necessário para o investidor perceber que a situação europeia é um dos principais  drivers  do mercado atualmente, e que enquanto não houver uma saída clara para os problemas europeus, os mercados mundiais andarão de lado. O principal problema dos europeus é a crise fiscal. A Grécia foi o primeiro país a cair, recebeu ajuda da União Europeia, ajuda essa que foi insuficiente para colocar o país nos eixos e agora ela pleiteava um novo empréstimo para poder rolar sua dívida. Pois bem, com a prisão de Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, a negoc...

A economia mundial está emperrada, e quem sofre é a bolsa

Artigo publicado no site www.insidernews.com.br em 20/05/2011 Da redação InvestMais Os mercados amanhecerem hoje com muito medo do que pode acontecer na Europa. Além dos problemas já conhecidos e que não eram poucos - a necessidade da reestruturação da dívida grega (nome bonito para calote), os problemas fiscais de Irlanda e Portugal, as eleições próximas na Espanha e um euro forte na relação com outras moedas – a prisão do agora ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss Kahn, complicou tudo. O FMI é peça chave para que a grave situação europeia seja gerenciada de maneira ponderada, e a saída de DSK colocou muita incerteza no cenário e, por consequência, como não há um direcionamento claro para a economia mundial, as bolsas globais têm sofrido, independente do balanço bom das empresas. Para ler a íntegra desse artigo, clique aqui .

O governo atrapalha o investidor - de novo!

Texto publicado no site www.bussoladoinvestidor.com.br em 18/05/2011 Interferência da administração federal prejudica o desempenho das duas maiores empresas da bolsa brasileira - Vale e Petrobras Da redação InvestMais O governo brasileiro (não importa de que partido) considera que todos os cidadãos são incompetentes para gerir o seu dinheiro, que ele deve legislar sobre todos os aspectos da vida (a última piada é a proposta de lei de incluir avisos contra o câncer de próstata em cuecas) e que somente ele sabe o que é melhor para o país. Pouco importa os raros exemplos do passado em que os governantes privatizaram alguma coisa que, logo em seguida, se tornaram empresas de grande sucesso: Vale, Embraer, CSN, Usiminas, as telefônicas etc. O governo sempre estende seus tentáculos de polvo para tentar controlar tudo. Os dois últimos exemplos dizem respeito à Petrobras e a Vale, que juntas representam cerca de um quarto do Ibovespa. São exemplos que deveriam acender todas as luzes de a...

Preconceituoso

Descobri que sou preconceituoso. Desde a edição do novo livro de Gramática Portuguesa, em que "os livro" e outras estultices passaram a ser válidas, descobri que sou um preconceituoso linguístico. É, foi isso que disse a professora que escreveu o livro. Em algumas situações, se você disser "os livro", "dez real" e afins você pode ser discriminado pela maneira como fala. E eu discrimino mesmo. Não suporto um "para mim fazer", odeio um "eu se garanto" e tenho pavor de erros de concordância verbal. Mas também tenho outros preconceitos. Sou um preconceituoso matemático também. Não aguento ver pessoas usando a calculadora para subtrair 49 de 70, ou para somar 12 e 18. Quando vou pagar uma conta qualquer e dou uma nota redonda (10, 20 ou 50) e vejo a pessoa usando a calculadora para saber o quanto me deve de troco, tenho vontade de gritar: "ei, está com preguiça mental?". Sim, sou preconceituoso matemático. E também sou preconceit...

Cuidado com as estrelas corporativas

Concentração de poder na mão de executivos nem sempre é sinal de boa saúde empresarial Texto publicado no site GuiaInvest em 16/05/2011 Da redação InvestMais Ontem o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi preso em Nova York acusado de abusar sexualmente de uma funcionária do hotel onde estava hospedado. Foi o que bastou para jogar um balde de medo nos mercados financeiros europeus na manhã de segunda-feira. Praticamente todas as bolsas europeias operaram em baixa nesse dia, reflexo do temor de que as negociações de um novo pacote de ajuda para a Grécia sejam prejudicadas. O ponto de análise aqui, porém, não é o reflexo da prisão de Strauss-Kahn, mas sim a importância de uma única pessoa em uma instituição econômica relevante. Uma instituição grande como o FMI não deveria ser tão impactado pela ausência de um de seus integrantes, mesmo que esse seja seu presidente. A grosso modo, deveria existir toda uma diretoria que pensa da mesma mane...

Cenário mundial obriga investidor a ser mais realista que otimista

Artigo publicado no site InsiderNews em 13/05/2011 Da redação InvestMais Faz algum tempo que o investidor, qualquer um e de qualquer porte, não tem um sono tranquilo. A quantidade de acontecimentos de impacto que tem se sucedido tem colocado por terra toda e qualquer previsão a respeito de como estará a economia mundial no curto e no médio prazo. Dentro desse cenário de grande incerteza, qual o caminho que o investidor deve tomar para, em primeiro lugar, proteger o seu capital e, em segundo lugar, conseguir algum lucro? A melhor decisão que o investidor deve tomar é ser realista. Há fatos que não podem ser ignorados em hipótese alguma, como, por exemplo, que há um ciclo inflacionário mundial e que ele deve permanecer com viés de alta por um período relativamente longo, algo como um a dois anos. A inflação mundial é provocada pela alta das commodities - os países emergentes aumentaram o seu nível de consumo, e como a produção mundial não aumentou no mesmo nível, têm-se essa alta gener...