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Mostrando postagens de junho, 2026

Crônica da falsa euforia

Sexta-feira, dia de jogo da Seleção. Ainda que o jogo seja apenas 21h30 , já de manhã a cidade está vazia. As escolas nem abriram direito, os escritórios estão com metade dos funcionários no batente, os restaurantes do centro meio vazios, as ruas sem trânsito. A seleção é um fenômeno, pelo menos para o lado de diminuir o ritmo de todos, parece que uma vez a cada quatro anos dá para acreditar em alguma coisa. Agora, quem entende de futebol, quem gosta do jogo, quem pode ver times em outras copas, sabe que é tudo ilusão. Esse time atual não empolga ninguém, não motiva. A maior parte das pessoas vai é pela festa, pela cana, pelo encontro e pela farra. Futebol mesmo nem entra no cardápio, a turma não está preocupada com isso, com o resultado do jogo. Nos dias de hoje o que vale é o post, o reel, o story, tanto para quem “vê” o jogo como para quem o joga, infelizmente. Se nada dá motivos genuínos para animar a torcida, valem então os subterfúgios, a distração, a falsa motivação. Tudo ...

Crônica da visão invertida

A porta da rua é serventia da casa. O ditado popular serve para bastante coisa, mas principalmente para alguém que entra em algum lugar (físico ou não, como por exemplo uma associação) e vai logo reclamando de tudo, sem nem ao menos saber como as coisas funcionam. Ou incomoda tanto, reclamando de pequenas coisas, causando picuinhas, que ela  contamina  o ambiente. Nesses casos, vale dizer em alto e bom tom A porta da rua é serventia da casa , ou seja, vai embora que aqui você não é bem quisto. E quando somos nós que nos sentimos incomodados em algum lugar ou situação ou organização? Por que não dizemos para nós mesmos que essa porta imaginária também está à nossa disposição? Que se estamos desconfortáveis, desajustados, desalinhados, podemos nós pegar nossa mochila e dar no pé, pois a porta está ali para nós também? É difícil largar aquilo a que nos acostumamos, mesmo que esteja ruim. A inércia é a principal força do ser humano. Esquecemos de que podemos nos mover...