A sensação do tempo
Na mesa ao lado, conversam sobre uma ação especial de marketing direto referente ao Ano Novo. E estamos em 23 de agosto. Putz, o Ano Novo parece longe, muito longe. Até um certo ponto, o sete de setembro está longe. Certa feita li que a sensação do tempo que temos decorre diretamente do nosso conhecimento. Assim. Quando éramos crianças, quase tudo o que víamos fazia o tempo se alongar, pois era uma novidade. Aprender a andar de bicicleta tomava um grande tempo, físico e mental. Chutar a bola na direção certa, escrever, desenhar, enfim, tudo o que aprendemos tomou tempo nosso. Depois, como essas coisas passaram a ser automáticas, a cabeça não se ocupa mais disso. Entramos no carro e saímos, sem pensar no que estamos fazendo. E daí a cabeça pensa em outras coisas, talvez fáceis, talvez difíceis, mas outras coisas. Assim, não temos a percepção mais clara de que estamos fazendo coisa, apesar de o dia continuar a ter 24h. E essa falta de percepção leva à impressão de que o dia é mai...