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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Ingenuidade ou sinal dos tempos?

O ditador da Tunísia caiu, depois de semanas de protestos. O do Egito também, depois de 18 dias. Hoje tem manifestações no Iêmen (fala Nasser, iemenita que trabalhou comigo!) e em Bahrein. Será que o Facebook, Twitter e outros que tais têm tanto poder? Gostaria de acreditar que sim, que é possível organizar um país a partir do teclado. Mas os governos só caíram pois quem estava atrás do teclado buscava algo mais que uma via de escape para a sua frustração com o seu país. Eles buscavam mudar para ter algum futuro. Por isso foram às ruas, não tinham mais nada a perder, só a ganhar. Poder-se-ia dizer que tinham a vida a perder (como uns 300 perderam no Egito). Mas talvez a alternativa de ficar parado já era uma não-vida. E no Brasil, com tanta corrupção, quase endêmica, por que não acontece nada? Porque continuamos esperando uma boquinha. Nos jornais de hoje está a pesquisa. A maioria da população considera a aposentadoria dos ex-governadores ilegal e imoral, mas mais da metade dos entr...

Ondas

Há semanas em que estou altamente produtivo, otimista, confiante. Há outras em que é o avesso total, improdutivo, pessimista, sem confiança, sem auto-estima. Parece uma gangorra de crianças no parque. Eu mesmo estou dos dois lados da gangorra. E é meio yin-yang: quando estás no ponto alto da parte boa, começas a descer, pois o lado ruim empurrou o chão para subir. E vice-versa. Não há equilíbrio possível, a gangorra não para no meio. Subir e descer, subir e descer até morrer. P.S. Gangorra, masmorra, gangorra, gangrena. Só palavra feia...