Postagens

Mostrando postagens de julho, 2010

Algo ficou pelo caminho

Um dia tive sonhos, peguei uma mochila e saí para viajar. Disse que voltaria em seis meses, e fiquei dois anos e meio fora. Voltei e recomecei, mas um tempo depois, descontente com os rumos que a coisa estava tomando, saí de novo mais um ano e meio. Voltei e recomecei, dessa vez para não sair nunca mais. Tem algo que ficou pelo caminho nessas idas e vindas. Pode ser que o que tenha ficado para trás seja a inocência, aquela coisa meio pueril de achar que o mundo trabalha a seu favor, quando é você quem tem que trabalhar antes para fazer o mundo girar pro lado que você quer. Há uma dificuldade em ver as coisas de um ponto de vista mais positivo, mais esperançoso, que faça o sorriso aparecer mais fácil. Também deve ter ficado para trás o sonho, ou os sonhos, que envolviam aquela vontade de ser alguma coisa no futuro, se trabalhava para isso e que agora, já na metade da estrada, vemos que é necessário ser mais pragmático que sonhador. O sonho de agora é aquele de doce de leite na padaria, ...

Palpiteiro

Já que todo mundo dá palpite quando o Brasil perde, lá vou eu também. Em primeiro lugar, a seleção era muito ruim. Nem de longe ela era a seleção dos melhores jogadores do Brasil em atividade atualmente. Kléberson? Grafite? Nem o Felipe Melo, que é muito melhor como açougueiro ou cortador de cana pelas foiçadas que dá poderia estar ali. Tudo ruim. Em segundo lugar, a total e completa ausência de esquemas táticos. Depois do gol de empate com a Holanda ficou evidente que não havia esquema tático. O segundo gol só mostrou que o rei estava nu, ou melhor, que a seleção esperava algum lampejo de genialidade do Kaká (ainda machucado), do Robinho (que só reclamou e não jogou) ou do Luís Fabiano (também machucado). Ou seja, sorte, não competência, sendo que sorte faz tempo que não entra para jogar. Em terceiro lugar, o destempero do Dunga contaminou a toda a seleção. Se eles achavam que ganhariam as coisas no grito, se deram mal. A Holanda bateu sim, mas o Brasil também. E nesse ponto ficamos...