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Mostrando postagens de janeiro, 2010

Mais um ano ou menos um ano?

Ontem o João Ubaldo Ribeiro escreveu algo interessante. Ele falava que o Ano Novo pode ser encarado como mais um ano ou menos um ano. Claro, a visão pessimista é a que diz menos um ano: menos um ano de vida, menos tempo para fazer tudo o que se quer até o fim inevitável, menos energia para tanta coisa represada. A visão otimista diz que tudo é possível ainda, que os anos vividos são experiências que aprendemos para perder menos tempo à frente e que, se quisermos, poderemos fazer tudo o que se quer. Eu duvido. Apenas a quantidade de livros que merecem ser lidos, se não houvesse mais nenhum lançamento que preste daqui até o fim do século XXI, já seria o suficiente para preencher umas duas ou três vidas em que a única atividade fosse a leitura. E a quantidade de músicas para se escutar, bebidas e comidas para apreciar, enfim, a quantidade de coisas que deixaremos de fazer será infinitamente maior do que a quantidade de coisas que poderemos ter feito. Provavelmente o que querem nos dizer...