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Mostrando postagens de setembro, 2009

Páginas em branco

Espalhados pela mesa estão muitos papéis, com muitas informações. Por enquanto, desconexas entre si, são apenas números, palavras, dados, impressões e opiniões sobre o que há e o que está por vir. Nada concreto, nada certo. O que é difícil encarar é essa tela em branco, essas páginas em branco que devem ser preenchidas com boas palavras, boas frases, bons textos. Difícil também é gerenciar a expectativa, ficar dependendo do outro para que ele passe a cola que ligará todas as informações e a transformará em um texto útil, que sirva para alguém. Parece que viver é esperar algo, ainda que você tenha cutucado para que a resposta venha antes e não caia no seu colo. Não, ela não cairá, mas uma vez engrenada a marcha, o resto é aguardar.

Velhos amigos

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Para meus amigos Medianeirenses A minha turma da escola voltou a se reunir. Pouco mais de 20 anos depois de termos deixado o Colégio Nossa Senhora Medianeira, um dos mais tradicionais de Curitiba, a turma voltou a se encontrar. Não sei bem como começou a troca de mails, mas sei que ela vem crescendo a cada dia, com novos velhos integrantes sendo reincorporados ao novo velho grupo. O mais bacana de tudo é ver que apesar dos cabelos grisalhos (quando há cabelos), das barrigas, das mulheres e ex-mulheres, dos filhos, somos ainda os mesmos piás de bosta de 22 anos atrás. Bastam dois se reunirem para começar a voltar as histórias do passado, os vexames, as tentativas fracassadas de agarrar alguém, as tentativas de sucesso de agarrar quem não devia ser agarrado, os apelidos, as situações, volta tudo em uma torrente que fica difícil segurar o riso. Nem só de passado vive o homem, mas esse passado toca fundo em nós. Foi a melhor época de nossas vidas (ainda que eu não tenha comido ninguém, nã...

Sem glamour

Acordar. Passar café, tirar as crianças da cama, comer com eles, pegar o carro, levá-los à escola. Parar na mercearia para comprar frutas, errar na escolha de umas (ainda não ter aprendido a comprar banana, que dureza...), acertar outras, voltar pra casa. Instalar o fogão novo, checar o mail, arrumar a caixa de ferramentas, deixar tudo preparado para o próximo estrago de alguma coisa que inevitavelmente acontecerá, mas não se sabe o quê. Aguardar. Buscar as crianças na escola, perguntar como foi o dia, almoçar com eles, dar uma pausa e começar a cobrar as tarefas: lição de casa tá pronta?; tá arrumada pra aula de piano e balé?; pôs o kimono para o tae kwon do?; tem que comprar pão?; falta cotonete, passe na farmácia e compre. Voltar, mandar as crianças tomar banho, tomar banho também, por uma roupa confortável, preparar o jantar, esperar a mulher voltar do trabalho, jantar com todos, mandar todos para a cama, ir para a cama, ler um pouco, quem sabe, e dormir. Sem frescura, sem gla...