Crônica da incompetência palpitante

Há algum tempo circulou um meme pela internet que dizia assim: “Não se pode ganhar todas, mas perder eu vi que dá!” Se for feito o balanço diário, parece que há mais derrotas que vitórias, e estas são tão pequenas que nem entram na contabilidade, logo, o dia parece um campeonato do Botafogo ou do Coritiba dos velhos tempos, zero pontos. É a frase do Axioma do Botafoguenese escrito no Livro 1 da Lei de Murphy, escrito pelo Arthur Bloch: “Você não pode ganhar, você não pode empatar, você não pode nem mesmo largar o jogo.”

Faltou treino para entrar em campo? Faltou combinar com os jogadores do próprio time as regras do jogo? Faltou equipamento, chuteira, calção, bola? O que faltou que as derrotas vieram uma após a outra, implacavelmente? Com a mão na cabeça, faz-se a resenha do dia. Talvez no jogo um tenha faltado o timing, talvez no dois tenha faltado explicar melhor a tática, no três não, estava tudo em dia, mas algo foi deixado para trás, ainda não se sabe bem o quê.

O pior de tudo é a sensação de incompetência. Você usa todas as ferramentas do cérebro ao seu alcance, e ela não vai, fica ali pulsando firme na sua cabeça, gritando até: “incompetente”. Não há desconexão que resolva, não haverá álcool que afogue, nem chá que acalme. A noite será mal dormida, pois será o momento de fazer as contas consigo próprio. E, eventualmente, conseguir deixar de lado esse sentimento para poder ter um fim de semana mais tranquilo. Eventualmente.

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