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A importância de estar bem informado para saber onde investir

Texto publicado no site www.bussoladoinvestidor.com.br em 01/06/2011 Com o aumento da velocidade da economia mundial, estar antenado na economia é condição obrigatória para se ter lucros com seus investimentos Da redação InvestMais Se tem um item que não pode faltar para o investidor na hora de aplicar o seu dinheiro, esse item é informação. É obrigatório para o investidor ler muito sobre os setores que lhe interessam, sobre a economia como um todo, sobre possíveis mudanças nas regras que regem os setores onde ele investe e, se ele disser que não tem tempo para ficar acompanhando tudo, que pelo menos crie uma estratégia de investimentos que o permita acompanhar de vez em quando as empresas onde ele coloca o seu dinheiro. Mas, ficar sem acompanhar, não dá. Veja o exemplo da indústria de celulares (são ações negociadas em seus países de origem, mas dão uma ideia do que pode acontecer caso o investidor não preste atenção). Há uns 15 anos, aproximadamente, o grande nome da indústri...

Problemas na matriz energética chinesa já afetam economia brasileira

(Não gosto de ser catastrofista, mas às vezes é inevitável. Artigo publicado na www.bussoladoinvestidor.com.br em 25/05/2011) Gigante asiático enfrenta escassez de energia e maior seca dos últimos 50 anos e as consequências serão globais Da redação InvestMais Em uma época em que a China é a grande locomotiva da economia mundial, duas notícias recentes sobre o país - uma divulgada ontem pelo New York Times e outra hoje pelo Financial Times – devem colocar o investidor em estado de alerta máximo, principalmente pelas possíveis consequências para a economia brasileira, em um primeiro momento, e para a economia mundial na sequência, essa economia que ainda não se recuperou do baque sofrido em setembro de 2008. A primeira notícia, publicada pelo New York Times, fala sobre a matriz energética chinesa e os conflitos que começam a aparecer entre as empresas geradoras de energia e o governo chinês. Ainda que as empresas sejam controladas pelo estado, elas também têm ações na bolsa de Xa...

Europa joga mais risco nos mercados

Artigo publicado no site GuiaInvest em 23/05/2011 Crise fiscal e consequências políticas nos países europeus deixam o cenário ainda mais instável e imprevisível Da redação InvestMais A semana começa com notícias muito ruins para os investidores, a maior parte delas tendo como origem a Europa e sua crise fiscal. Fica difícil até colocar uma ordem de importância nas notícias desse fim de semana, mas é necessário para o investidor perceber que a situação europeia é um dos principais  drivers  do mercado atualmente, e que enquanto não houver uma saída clara para os problemas europeus, os mercados mundiais andarão de lado. O principal problema dos europeus é a crise fiscal. A Grécia foi o primeiro país a cair, recebeu ajuda da União Europeia, ajuda essa que foi insuficiente para colocar o país nos eixos e agora ela pleiteava um novo empréstimo para poder rolar sua dívida. Pois bem, com a prisão de Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, a negoc...

A economia mundial está emperrada, e quem sofre é a bolsa

Artigo publicado no site www.insidernews.com.br em 20/05/2011 Da redação InvestMais Os mercados amanhecerem hoje com muito medo do que pode acontecer na Europa. Além dos problemas já conhecidos e que não eram poucos - a necessidade da reestruturação da dívida grega (nome bonito para calote), os problemas fiscais de Irlanda e Portugal, as eleições próximas na Espanha e um euro forte na relação com outras moedas – a prisão do agora ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss Kahn, complicou tudo. O FMI é peça chave para que a grave situação europeia seja gerenciada de maneira ponderada, e a saída de DSK colocou muita incerteza no cenário e, por consequência, como não há um direcionamento claro para a economia mundial, as bolsas globais têm sofrido, independente do balanço bom das empresas. Para ler a íntegra desse artigo, clique aqui .

O governo atrapalha o investidor - de novo!

Texto publicado no site www.bussoladoinvestidor.com.br em 18/05/2011 Interferência da administração federal prejudica o desempenho das duas maiores empresas da bolsa brasileira - Vale e Petrobras Da redação InvestMais O governo brasileiro (não importa de que partido) considera que todos os cidadãos são incompetentes para gerir o seu dinheiro, que ele deve legislar sobre todos os aspectos da vida (a última piada é a proposta de lei de incluir avisos contra o câncer de próstata em cuecas) e que somente ele sabe o que é melhor para o país. Pouco importa os raros exemplos do passado em que os governantes privatizaram alguma coisa que, logo em seguida, se tornaram empresas de grande sucesso: Vale, Embraer, CSN, Usiminas, as telefônicas etc. O governo sempre estende seus tentáculos de polvo para tentar controlar tudo. Os dois últimos exemplos dizem respeito à Petrobras e a Vale, que juntas representam cerca de um quarto do Ibovespa. São exemplos que deveriam acender todas as luzes de a...

Preconceituoso

Descobri que sou preconceituoso. Desde a edição do novo livro de Gramática Portuguesa, em que "os livro" e outras estultices passaram a ser válidas, descobri que sou um preconceituoso linguístico. É, foi isso que disse a professora que escreveu o livro. Em algumas situações, se você disser "os livro", "dez real" e afins você pode ser discriminado pela maneira como fala. E eu discrimino mesmo. Não suporto um "para mim fazer", odeio um "eu se garanto" e tenho pavor de erros de concordância verbal. Mas também tenho outros preconceitos. Sou um preconceituoso matemático também. Não aguento ver pessoas usando a calculadora para subtrair 49 de 70, ou para somar 12 e 18. Quando vou pagar uma conta qualquer e dou uma nota redonda (10, 20 ou 50) e vejo a pessoa usando a calculadora para saber o quanto me deve de troco, tenho vontade de gritar: "ei, está com preguiça mental?". Sim, sou preconceituoso matemático. E também sou preconceit...

Cuidado com as estrelas corporativas

Concentração de poder na mão de executivos nem sempre é sinal de boa saúde empresarial Texto publicado no site GuiaInvest em 16/05/2011 Da redação InvestMais Ontem o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi preso em Nova York acusado de abusar sexualmente de uma funcionária do hotel onde estava hospedado. Foi o que bastou para jogar um balde de medo nos mercados financeiros europeus na manhã de segunda-feira. Praticamente todas as bolsas europeias operaram em baixa nesse dia, reflexo do temor de que as negociações de um novo pacote de ajuda para a Grécia sejam prejudicadas. O ponto de análise aqui, porém, não é o reflexo da prisão de Strauss-Kahn, mas sim a importância de uma única pessoa em uma instituição econômica relevante. Uma instituição grande como o FMI não deveria ser tão impactado pela ausência de um de seus integrantes, mesmo que esse seja seu presidente. A grosso modo, deveria existir toda uma diretoria que pensa da mesma mane...

Cenário mundial obriga investidor a ser mais realista que otimista

Artigo publicado no site InsiderNews em 13/05/2011 Da redação InvestMais Faz algum tempo que o investidor, qualquer um e de qualquer porte, não tem um sono tranquilo. A quantidade de acontecimentos de impacto que tem se sucedido tem colocado por terra toda e qualquer previsão a respeito de como estará a economia mundial no curto e no médio prazo. Dentro desse cenário de grande incerteza, qual o caminho que o investidor deve tomar para, em primeiro lugar, proteger o seu capital e, em segundo lugar, conseguir algum lucro? A melhor decisão que o investidor deve tomar é ser realista. Há fatos que não podem ser ignorados em hipótese alguma, como, por exemplo, que há um ciclo inflacionário mundial e que ele deve permanecer com viés de alta por um período relativamente longo, algo como um a dois anos. A inflação mundial é provocada pela alta das commodities - os países emergentes aumentaram o seu nível de consumo, e como a produção mundial não aumentou no mesmo nível, têm-se essa alta gener...

Essa oposição dá raiva...

Quando finalmente a oposição política ao lulopetismo se manifesta, através de um artigo do FHC, a oposição vem para achincalhar. Parece coisa de esquizofrênico, mas não é, é a oposição no Brasil. A oposição faz oposição a ela mesma e, como não quer ser chamada de situação, não existe. Ela queria ser governo, mas não é. E como tem medo de ser o contrário do governo, não é nada. São um bando de idiotas. Em primeiro lugar, o FHC não falou que o "povão" deva ser deixado de lado. Ele foi bem claro ao dizer que esse setor já foi cooptado - principalmente através de esmolas contínuas como o Bolsa Família e o Imposto Sindical, agora válido também para os pelegos das centrais sindicais - e que há um setor desassistido pela classe política: a classe média. Mas os idiotas da oposição não sabem ler os dados do Censo, nem os dados da economia. A classe C é maior que todas as outras. A classe D está melhorando de padrão e mais próxima da classe C do que nunca. Essas são as classes médias...

Tempos modernos

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O Paulinho da Viola é um gênio. Algo escrito há mais de trinta anos continua hiper atual. Lindo.

Ingenuidade ou sinal dos tempos?

O ditador da Tunísia caiu, depois de semanas de protestos. O do Egito também, depois de 18 dias. Hoje tem manifestações no Iêmen (fala Nasser, iemenita que trabalhou comigo!) e em Bahrein. Será que o Facebook, Twitter e outros que tais têm tanto poder? Gostaria de acreditar que sim, que é possível organizar um país a partir do teclado. Mas os governos só caíram pois quem estava atrás do teclado buscava algo mais que uma via de escape para a sua frustração com o seu país. Eles buscavam mudar para ter algum futuro. Por isso foram às ruas, não tinham mais nada a perder, só a ganhar. Poder-se-ia dizer que tinham a vida a perder (como uns 300 perderam no Egito). Mas talvez a alternativa de ficar parado já era uma não-vida. E no Brasil, com tanta corrupção, quase endêmica, por que não acontece nada? Porque continuamos esperando uma boquinha. Nos jornais de hoje está a pesquisa. A maioria da população considera a aposentadoria dos ex-governadores ilegal e imoral, mas mais da metade dos entr...

Ondas

Há semanas em que estou altamente produtivo, otimista, confiante. Há outras em que é o avesso total, improdutivo, pessimista, sem confiança, sem auto-estima. Parece uma gangorra de crianças no parque. Eu mesmo estou dos dois lados da gangorra. E é meio yin-yang: quando estás no ponto alto da parte boa, começas a descer, pois o lado ruim empurrou o chão para subir. E vice-versa. Não há equilíbrio possível, a gangorra não para no meio. Subir e descer, subir e descer até morrer. P.S. Gangorra, masmorra, gangorra, gangrena. Só palavra feia...

Novos problemas

Uma das frases dos detratores da informática é que ela veio para resolver problemas que não existiam. Será que isso pode acontecer na medicina também? Há cem anos não havia praticamente nenhum dos exames que existem hoje. Tomografia computadorizada, cintilografia, qualquer um que use radiação (raio-x acho que já tinha), nada aparecia. Provavelmente as pessoas morriam de algo que ninguém sabia que existia. Tem gente que tem medo de ir ao médico com o seguinte argumento: se eu for, ele vai dizer que estou doente. Talvez a ignorância seja a companheira da felicidade. Não saber nada ou adotar a política do quanto menos melhor poderia ser útil mesmo. Algum poeta ou escritor disse que não era mais possível ser feliz depois de Auschwitz. Ele tem razão. Como ser feliz com os deslizamentos de terra no Rio, a barbárie de cada dia nas periferias, os desmandos dos políticos, a roubalheira, a falta de caráter da população como um todo? Talvez seja melhor não cutucar nada mesmo. Tá doendo? Espera ...

Constituição Brasileira

Art. 397 - É facultado ao papai de qualquer garota bonita praticar tiro ao alvo nos pretendentes de sua filha, não importando a idade dela nem se o pretendente for bonito, feio, alto, baixo, rico, pobre ou o que for.

Envelhecer

Envelhecer é ter mais responsabilidades, e cada responsabilidade a mais é mais importante que as anteriores. Antes a maior responsabilidade era manter o quarto limpo e os brinquedos inteiros (não intactos, isso seria responsabilidade demais). Depois passamos a cuidar do dinheiro da mesada. Mais à frente, a responsabilidade por manter um namoro vivo era nossa. Aos 18, no máximo, a responsabilidade de devolver o carro dos pais inteiro. Na vida adulta, tornamo-nos responsáveis por uma infinidade de coisas. Os impostos, o bem estar da esposa (ou do marido) e dos filhos, dos pais, dos irmãos, do resultado individual, coletivo e de toda a empresa, de tudo. Cada nova responsabilidade vem um pouco maior e mais pesada. Somos responsáveis pela nossa saúde, pois o corpo já não tolera mais os excessos de qualquer espécie - de sol, de chuva, de esforço físico, de comida, de bebida, de falta de esforço físico. Somos responsáveis pelo planeta, pois sabemos o que o destrói e o que não, e temos que cu...

Causas naturais?

A chuva destrói o sudeste do Brasil. A imprensa e o governo chamam de desastres por causas naturais. Mas não há nada natural nesses desastres. Nós fomos lá, subimos os morros sem permissão, invadimos terrenos perigosos, construímos casas de qualquer jeito, derrubamos as árvores pois dizíamos que elas incomodavam, davam sombra, impediam as crianças de brincar, correr no gramado, enfim, fomos nós, humanos, que destruímos o que lá estava. Depois de destruir tudo, começamos a jogar nosso lixo em qualquer canto e nosso esgoto nos rios, sem tratá-los. Antes as árvores seguravam a terra, agora não mais, ela vai toda pros rios. E os rios ficam um pouco mais sólidos porque têm lixo. Daí chove, o rio sai de seu curso, e a natureza é a culpada? Nós somos os culpados dessa desgraceira, e ainda não fazemos nada. Dá muita, mas muita vontade de que o Nifrak Altaim esteja certo, de que em 2012 os tarkanianos venham e dizimem três quartos da humanidade, justamente os três quartos que não preservam a ...

Tenho muitos tenhos

Tenho só uma vida, mas uma vida só é pouco para o que tenho. Leio uma reportagem sobre a turnê europeia da Osesp, tenho vontade de virar músico, tocar algum instrumento, subir ao palco para alegrar a turma. Vejo a nova foto do universo, a maior jamais feita, e tenho vontade de ser astrônomo, estudar o espaço, imaginar mundos, descobrir novos. Leio sobre um matemático que quer unir a teoria da relatividade geral com a física quântica, unir o grande e o pequeno, e tenho vontade de ser matemático, físico ou ambos. Vejo a TV com jornalistas experimentando comidas exóticas, falando de festas populares em vilarejos desconhecidos, descobrindo pessoas em lugares distantes, cobrindo guerras, e tenho ganas de ser jornalista de novo, mas bem jovem, com disposição para por a mochila nas costas e ser mandado até o meio do Afeganistão, se for o caso. Tenho vontade de abrir um bar, ou um restaurante, ou uma pousada, ou tudo junto, tenho. Tenho vontade de escrever mais, de trabalhar menos, de traba...

Saudades da infância?

As pessoas recriam suas infâncias na vida adulta, tornam-na o momento mais feliz de suas vidas. É feliz porque não volta mais. Na infância não temos liberdade, somos vigiados constantemente. Podemos fazer aquilo que nossos pais mandam, vestimos o que nos ordenam (mesmo que esperneemos, a gola rolê da blusa cacharrel lá estará nos protegendo de tudo), ganhamos o que nos dão, eventualmente o que pedimos, temos hora para dormir, hora para acordar, enfim, tudo são ordens. A liberdade das brincadeiras está na mente, é mais ilusão que verdade. A infância é um território de restrições, nunca de liberdade. A vida adulta é bem melhor. Talvez só queiramos que a infância seja a melhor fase pois não tínhamos responsabilidade de nada, e por isso temos saudade dessa época.

Em busca de novos desafios

Toda vez que uma pessoa pede demissão do mundo corporativo, ela manda um mail padrão para seus colegas (logo ex-colegas) de trabalho: "Valeu pelo tempo passado juntos, vou em busca de novos desafios". Hoje, com o LinkedIn, você pode até acompanhar a trajetória profissional da pessoa, e de tempos em tempos aparecerá um "vou em busca de novos desafios". Quem é mandando embora não tem muito tempo de mandar esse mail, pois precisa catar suas coisas e cair fora logo, o segurança está de olho, com medo de que você roube algum segredo corporativo. Bom, o fato é que o trabalho não acontenta muita gente. Tá todo mundo meio que de olho em novos desafios (na prática, acho que estão de olho mesmo é em um salário maior) e, na primeira chance que der, se a próxima empresa for um tiquinho melhor que a atual, ela troca de barco. Não são os desafios que motivam a maior parte das p...

Correria sem fim

A cada dia aparece um novo aparelho tecnológico, muito mais avançado que o anterior. Você ainda não conseguiu explorar 30% do que o antigo fazia, mas já se vê compelido a comprar um novo. O seu monitor tinha 15 polegadas, mas por alguma razão você acha que precisa comprar um de 23. Sua TV tinha 38, agora PRECISA ter no mínimo 45, ser HDTV, surround sound, HDMI etc e tal, uma sopa de letrinhas sem fim. Melhor nem falar de celulares e computadores, as novidades são semanais. Comprar, comprar, comprar, é só isso que fazemos. Comida já não é mais necessário, ninguém mais quer plantar ou trabalhar plantando ou criando animais. O lance é produtos de consumo. Compra-se para movimentar uma máquina perversa e sem sentido, pois a maior parte da humanidade (aquela que não morre de fome, é claro) só pensa no próximo item de consumo que terá em casa. Tem algo errado aí, a existência não deve ser apenas para se ter mais coisas, mais, mais... Dá quase vontade de que algo grande e catastrófico realm...