Frio. Muito frio. Já é outubro, e o clima está congelante. Parece um outubro inglês, quando já se tiram os casacos pesados do armário pois a qualquer momento pode vir uma frente gelada do Ártico. Aqui, Curitiba, cidade com fama de fria, faz frio de verdade. As vitrines anunciam as liquidações de inverno com o inverno ainda em andamento. Não podem já renovar as coleções pois ninguém se arrisca a vestir bermuda e camiseta. Claro, a barriga das meninas continua de fora, desde que a humanidade as liberou para mostrar seu umbigo, eles nunca mais foram escondidos. Tá frio, e tudo fica frio. Perde-se a motivação para sair de casa, visitar os amigos, experimentar um bar ou restaurante novo. Todos os desejos são recolhidos, são o de recolher-se e ficar quieto no seu canto, debaixo de um cobertor, vendo um filme e tomando algo quente. Nada mais. O frio esfria as pessoas, amortece a cidade, deixa-a lenta. Claro, algo aconteceu com o clima que não é normal. Sem ser um ecochato, estragamos tudo ...
Putz, acabou o ano mais rápido de minha vida!! Ele mal começou e já está aí, nos seus estertores, declarando findos os seus trabalhos. Hora de fazer um balango do que passou e projetar algo para o ano que vem. O que passou? Mudei de profissão, casei, mudei de casa e ganhei dois filhos. Só não viajei para o exterior, mas finalmente conheci a Ilha do Mel, o único lugar onde o Paraná tem praias, e não litoral, que fica ridiculamente perto de onde moro, e para onde nunca tinha ido. O resumo é esse, tem bastante recheio, mas ele importa só para mim, para quem lê ele pareceria sem graça. O que acontecerá ano que vem? Sei lá, não tô nem um pouco preocupado com isso. Esse ano começou sem expectativas e terminou como terminou. Então, para o ano que vem, o único projeto é dar duro para ser feliz. E o que vier é lucro. FELIZ ANO NOVO!!!
O corpo acorda antes do despertador, pois a cabeça não é que parou de pensar durante a noite. Já é quase um ritual, desligar o alarme do celular e dizer ao aparelho: “pode descansar, deixa que eu trabalho”. Falar com um objeto inanimado pode parecer estranho, mas a solidão é companheira a tanto tempo que faz sentido. O estômago ronca, o café da manhã desce e o estômago continua roncando. Não há alimento que sacie o vazio provocado pelos pensamentos intrusivos da noite. “Será que vai dar ruim? Vou ter que procurar outro lugar para trabalhar? De novo? Logo agora que parecia dar certo?”. Mas a pergunta que realmente pega é: “o que você quer mesmo?” E para essa, parece não haver resposta. O corpo segue faminto, a cabeça latejando, uma sensação de algo explodirá em breve. Pode ser apenas uma mente que não consegue enxergar as perspectivas boas, apenas as partes ruins e sofridas. E assim, adiando as decisões do que o coração pede pois há uma demanda que o bolso quer (e que não é import...
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