Putz, acabou o ano mais rápido de minha vida!! Ele mal começou e já está aí, nos seus estertores, declarando findos os seus trabalhos. Hora de fazer um balango do que passou e projetar algo para o ano que vem. O que passou? Mudei de profissão, casei, mudei de casa e ganhei dois filhos. Só não viajei para o exterior, mas finalmente conheci a Ilha do Mel, o único lugar onde o Paraná tem praias, e não litoral, que fica ridiculamente perto de onde moro, e para onde nunca tinha ido. O resumo é esse, tem bastante recheio, mas ele importa só para mim, para quem lê ele pareceria sem graça. O que acontecerá ano que vem? Sei lá, não tô nem um pouco preocupado com isso. Esse ano começou sem expectativas e terminou como terminou. Então, para o ano que vem, o único projeto é dar duro para ser feliz. E o que vier é lucro. FELIZ ANO NOVO!!!
Vez por outra me pego pensando no que teria acontecido se eu realmente tivesse seguido algumas decisões que tomei e que, por um bicho chamado ambição (ou ganância), esqueci no segundo seguinte. Decisões importantes, que me trouxeram até aqui, nesse quase beco sem saída em que me encontro. Tem saída, claro, mas é preciso primeiro limpar o entulho do caminho para então sair por ali. Quando eu estava na Gazeta Mercantil e saí para ir para a assessoria de imprensa da Tim, saí para ganhar o dobro de dinheiro. Foi legal, e à época achei que foi uma sábia decisão, pois a Gazeta Mercantil faliu uma semana depois, mandando todos pra rua. Mas todos os que foram pra rua estão bem, e jornalistas. Eu não. Já de volta ao Brasil, estava na Gazeta do Povo, pensando em fazer um mestrado para dar aulas de redação. O bicho da ganância apareceu de novo, e lá fui eu para a GVT. E um ano depois, nova mordida, dessa vez para ir ao marketing. Três, quatro anos de enganação pessoal, até ser...
A sensação não é nova, mas parece que retorna sempre mais forte a cada vez. Acordo no meio da noite, sem razão alguma, já pensando que haverá encrencas durante o dia. A maior parte delas, porém, não tem origem nos meus atos, mas nas decisões que tomei e nos papéis que assumi e que me levam a lidar com elas. Já desperto, mas ainda na escuridão e deitado na cama, começo a traçar os cenários possíveis para lidar com essas situações. Nunca, absolutamente nunca, esses devaneios levam a finais felizes. Por que será? Com o sono perdido, o corpo cansado e a cabeça a mil, fico me virando na cama tentando me concentrar e esquecer o que virá, para lidar com isso apenas na hora que for necessário. Esforço inútil, concentração não é algo que me pertence. A cada novo cenário imaginado, uma nova derrota esboçada. E depois da decepção infligida na pessoa que será afetada pela decisão? Vai romper o contrato com a firma? Vai pedir afastamento do grupo escoteiro? O pai me xingará pois eu não cuidei do fi...
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