Chega de empulhação (parte 4)

Esta tarde (07/03) a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós Graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Benigna Martinelli de Oliveira, foi morta durante um assalto em Curitiba (clique aqui). Ao lado está a notícia que dois motoristas do Instituto Médico Legal do Paraná cobravam para liberar corpos, algo que é um serviço obrigatório do Estado (clique aqui).


A Cidade Sorriso (sim, um dia Curitiba já foi chamada de Cidade Sorriso) está a cada dia um pouco mais triste. E a culpa é toda nossa, mas talvez mais de um governador turrão que, em seus devaneios de achar-se perseguido por tudo e por todos, esquece que segurança pública é uma função do governo do Estado. No primeiro caso, falhou a Polícia Militar. No segundo caso, a Polícia Civil. Em ambos, todos dependentes do Secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Ferreira Delazari, que ficou perdendo muito mais tempo tentando manter a sua boca como promotor de Justiça do Estado do que gerenciando a segurança pública. E este, indicado pelo governador.


Mas o governador, mais preocupado em atacar o prefeito de Curitiba por este ser de outro partido, esquece de governar. Vivemos um metagoverno, em que a palavra vale muito mais que a ação, em que a imagem deve ser cultivada à despeito da realidade. Basta lembrar a ação ignorante e sem fundamentos que o seu irmão, gestor do Porto de Paranaguá, faz contra um jornalista da cidade, cobrando R$ 1 bilhão por danos morais. Isto porque o jornalista divulgou um relatório da Marinha do Brasil, mostrando que o Porto só servirá para pedalinhos e caiaques, se continuar com a manutenção que tem. Sem contar com as Estradas da Liberdade, que ainda devem estar presas em algum lugar pois não saíram do papel, o projeto de retirar areia do Canal da Galheta e por em Matinhos, sem que haja nenhum projeto factível, enfim, um fracasso total.


Deveria o senhor governador cuidar mais do nosso Estado em vez de dar palpites sobre as eleições do Paraguai. Mas talvez seja essa a explicação. Ele quer intervir lá para que pelo menos os produtos paraguaios sejam certificados e que não provoquem efeitos colaterais. Tá na hora de a gente fazer algo pela nossa cidade, pois ela está indo rapidamente pelo ralo.

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